Call de Economia

Internacional

  • As principais bolsas europeias e os índices futuros das Bolsas de Nova York avançam nesta manhã, após o Federal Reserve ter mantido a taxa dos Fed funds inalterada ontem, no intervalo entre 1,5% e 1,75%, e também ter sinalizado que não deve elevar os juros em 2020;
  • Hoje o mercado deve acompanhar a decisão de política monetária do Banco Central Europeu, que não deverá fazer mudanças na sua estratégia atual, e a eleição geral do Reino Unido;
  • Pesquisas dão vantagem de dez pontos porcentuais ao Partido Conservador de Boris Johnson, que defende uma saída “controlada” da União Europeia, a se concretizar em 20 de janeiro, caso ele vença as eleições;
  • Também será monitorada a reunião do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com seus conselheiros para discutir se mantêm o plano de elevar tarifas americanas sobre bens chineses, previsto para entrar em vigor neste domingo, de acordo com informação da Reuters;
  • Um porta-voz chinês disse que "equipes de comércio de ambos os lados estão mantendo contato próximo", numa tentativa de fechar um acordo comercial preliminar;
  • O índice de preços ao consumidor da Alemanha subiu 1,1% em novembro ante igual mês de 2018, repetindo a variação de outubro, confirmando as estimativas preliminares e a expectativa do mercado;
  • A produção industrial da zona do euro caiu 0,5% em outubro ante setembro, ficando aquém do esperado (-0,3%);
  • Na comparação anual, a produção caiu 2,2% em outubro, ante previsão de declínio de 2%;
  • Na Argentina, o novo ministro da Economia da Argentina, Martín Guzmán, disse ontem que não aceitará as condições do Fundo Monetário Internacional (FMI) a seu programa econômico;
  • Segundo ele, a prioridade será reativar a economia e promover o desenvolvimento do país com inclusão social;
  • No mercado de commodities, os contratos futuros do petróleo ampliaram ganhos moderadamente, após a Agência Internacional de Energia (AIE) cortar sua previsão de crescimento da oferta de petróleo fora da Opep para 2020 em 200 mil barris por dia (bpd), a 2,1 milhões de bpd;
  • Na agenda de hoje temos a decisão de política monetária pelo Banco Central Europeu (BCE), às 9h45, e a presidente da instituição, Christine Lagarde, fará pronunciamento às 10h30. Nos EUA, o índice de preços ao produtor de novembro será divulgado às 10h30.

Brasil

  • Os ativos brasileiros podem ter uma quinta-feira positiva, a começar pelo exterior, onde os mercados reagem positivamente à manutenção amplamente esperada da taxa básica de juros norte-americana, com as bolsas internacionais em alta;
  • Por aqui, o Comitê de Política Monetária (COPOM) cortou a taxa básica de juros de 5,00% a.a. para 4,50% a.a., em linha com o esperado;
  • Foi a 4ª queda consecutiva, levando a Selic para nova mínima histórica;
  • No comunicado divulgado, as projeções de inflação (no cenário com câmbio/juros do FOCUS) saíram de 3,4% para 4% em 2019, mas caíram de 3,6% para 3,5% em 2020;
  • Sobre 2021, o BCB ajustou sua estimativa de inflação de 3,5% para 3,4%;
  • Ou seja, em termos de projeções, os cenários indicam um IPCA abaixo das metas oficiais [4,25% (19), 4,00% (20) e 3,75% (21)] para os próximos anos, sugerindo que a porta não está fechada para que o BCB realize novos cortes;
  • Por outro lado, o Comitê afirmou que o “atual estágio do ciclo econômico recomenda cautela na condução da política monetária”, o que pode ser interpretado como uma postura mais conversadora, associada à manutenção da Selic em 4,50% a.a. por um período prolongado;
  • A agência S&P Global reafirmou o rating soberano brasileiro de longo prazo em "BB-", entretanto alterou sua perspectiva para positiva (de neutra antes);
  • A mudança na perspectiva do rating reflete as medidas de consolidação fiscal implementadas pelo atual governo, que tendem a exercer um efeito positivo sobre a dinâmica da economia no médio e longo prazo, segundo a S&P;
  • A S&P ainda destaca que “a perspectiva positiva reflete a possibilidade de atualização do rating nos próximos dois anos se houver mais progresso na agenda fiscal e de crescimento”;
  • No front político, a Câmara dos Deputados aprovou ontem (11) o texto-base do novo marco legal do saneamento, por 276 votos a 124;
  • Entretanto, o plenário da câmara deve finalizar somente na próxima terça-feira (17) a análise dos destaques sugeridos pelos partidos;
  • Após essa etapa, o texto voltará para aprovação no Senado;
  • O novo marco legal do saneamento é considerado essencial para estimular privatizações e concorrência no setor;
  • Ademais, a Câmara dos Deputados aprovou ontem (11), também, a medida provisória que transfere o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Economia para o Banco Central;
  • A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de outubro subiu 0,8% na comparação mensal e 2,7% na anual, ambas acima da expectativa do mercado, de 0,2% e 1,6%, respectivamente;
  • Não há outros indicadores econômicos relevantes esperados para hoje.