Call de Economia

Internacional

  • Mercados internacionais retomam cautela nesta sexta-feira, diante das preocupações contínuas com a guerra comercial e as tensões geopolíticas;
  • Novos dados da China evidenciam que o impasse comercial tem prejudicado a economia do país;
  • A produção industrial chinesa do mês de maio desacelerou para 5,0% YoY, ante 5,4% YoY em abril, abaixo da projeção dos economistas (5,4% YoY) e atingindo o menor aumento dos últimos 17 anos;
  • Na mesma linha, os investimentos passaram de crescimento de 6,1% YoY nos quatro primeiro meses do ano, para 5,6% YoY até maio, também aquém das estimativas, de 6,1% YoY;
  • Apenas as vendas no varejo do país surpreenderam positivamente, ao subirem 8,6% YoY, ante 7,2% YoY, e expectativa de 8,1% YoY;
  • Além dos impactos negativos das questões comerciais, investidores seguem preocupados com a escalda das tensões geopolíticas no Golfo de Omã;
  • Os Estados Unidos afirmaram que têm vídeo que mostra que o Irã estava envolvido no último ataque a petroleiro;
  • O preço do petróleo tem leve baixa nesta sexta-feira, após subir 2,2% ontem;
  • Diante desta maior aversão ao risco, o S&P futuro e as bolsas europeias operam em queda, enquanto moedas emergentes perdem força ante ao dólar e iene e ouro se valorizam;
  • Ainda, em meio à expectativa de desaceleração da economia global, crescem as apostas de que os Bancos Centrais vão reduzir suas taxas de juros, pressionado os yields dos títulos soberanos, que mantêm tendência de queda nesta manhã;
  • O Federal Reserve se reúne na próxima semana e os dados de atividade dos Estados Unidos divulgados hoje devem ser importantes para avaliação dos membros do comitê;
  • Na agenda americana destaque para as vendas no varejo às 09:30hs, produção industrial  às 10:15hs e sentimento Universidade de Michigan às 11:00.

Brasil

  • Por aqui a abertura deverá ser de cautela na expectativa dos dados lá fora, dos desdobramentos da greve geral e das repercussões da divulgação do relatório do relator da Reforma da Previdência;
  • As principais centrais sindicais convocaram para hoje, uma greve geral em todo país contra a Reforma da Previdência;
  • As principais consultorias políticas não acreditam que isso possa influenciar a tramitação da Reforma, apesar dos transtornos que deverá causar ao longo do dia;
  • O deputado Samuel Pereira (PSDB-SP), relator da Reforma da Previdência na Comissão Especial, apresentou nesta quinta-feira seu parecer;
  • A proposta inicial do governo previa uma economia de R$ 1,2 trilhão em 10 anos, já o texto do relator prevê um resultado fiscal de R$ 1,13 trilhão, sendo 913,4 bilhões com mudanças nas regras previdenciárias e R$ 217 bilhões com a extinção do repasse de 40% do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para o BNDES, além destinar 28% do fundo para o Regime Geral da Previdência Social (RGPS);
  • Para chegar aos R$ 913,4 bilhões, Moreira teve de recorrer à alta de tributo para compensar as perdas com concessões feitas aos servidores públicos;
  • O relator incluiu a elevação de 15% para 20% da alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) paga pelas instituições financeiras, medida que vai gerar R$ 5 bilhões por ano;
  • Não houve muitas novidades no texto com a retirada de itens já esperados, como mudanças no BPC e na aposentadoria rural, capitalização e desconstitucionalização;
  • A grande expectativa era com relação aos Estados e municípios, se eles iriam seriam ou não incluídos na Reforma;
  • Aqui prevaleceu o que já vinha se especulando: eles estão fora, mas poderão aprovar nas assembleias legislativas locais por meio de uma Lei Ordinária, mais fácil de aprovar;
  • Tirando essa questão dos Estados e municípios, o relatório de Samuel Moreira foi bem recebido pelos analistas;
  • A nossa consultoria política, Eurasia, aumentou de 85% para 90% as chances de aprovação da Reforma e aumentou, também, o intervalo de poupança esperada dos R$600/R$700 bilhões anteriores, para R$700/R$800 bilhões;
  • Agora, vamos entrar na parte mais delicada da Reforma que é angariar votos, primeiro na Comissão e depois no plenário;
  • O IGP-10 de junho ficou em  0,49%, um pouco acima dos 0,44% esperados pelo mercado;
  • O IBC-Br de abril apresentou queda de 0,47%, pior do que a queda de 0,20% esperada pelo BCB;
  • Não há outros dados econômicos relevantes a serem divulgados ao longo do dia.