Call de Economia

Internacional

  • Os ativos globais exibem valorização nesta manhã em decorrência da perspectiva de novos estímulos ao redor do mundo;
  • As bolsas europeias estão no território positivo, assim como os futuros de índice em NY;
  • Na Ásia, as praças na China continental (Xangai e Shenzhen) fecharam em alta, assim como Hong Kong; Por outro lado, o Nikkei teve variação ao redor de zero;
  • O órgão de planejamento da China (NDRC) anunciou que implementará medidas para impulsionar a renda não-salarial da população neste ano e no próximo;
  • As medidas não foram totalmente detalhadas, mas envolverão o afrouxamento de restrições para aquisição de residências (reforma no sistema de Hukou), facilitando também o processo de migração e urbanização doméstico ;
  • Com isso, a expectativa é de algum impulso positivo para os segmentos imobiliário e infraestrutura, que têm mostrado crescimento bem modesto na margem;
  • Desta forma, commodities como o petróleo e o cobre mostram apreciação nesta manhã, ao passo que o ouro vai na direção inversa;
  • O BC do México (Banxico), por sua vez, reduziu a taxa básica de juros para 8,00% em sua reunião ontem, surpreendendo o consenso de mercado; Sendo que este movimento justificou-se pelos riscos de baixa para o crescimento econômico antevistos pela instituição;
  • A Tailândia também elabora um pacote de estímulos fiscais da ordem de US$10 bi para melhorar a infraestrutura e o turismo local;
  • Nos EUA, os dados de vendas varejistas publicados ontem vieram melhor que o esperado e, em especial, o grupo de controle (proxy para o consumo das famílias no PIB) teve mais uma alta mensal de 1%, sinalizando que os consumidores “parecem muito bem” tal como ressaltado por James Bullard (Presidente do FED st. Louis)
  • Por outro lado, o Presidente Trump, através das redes sociais, mencionou que as tarifas já impostas sobre as exportações chinesas “não podem ser removidas pois são cartas de negociação”, ou seja, serão usadas como instrumento durante as negociações entre os dois países;
  • Quanto aos dados econômicos de hoje, destaque para a construção de novas residências nos EUA (09h30) e a confiança do consumidor da Universidade de Michigan (11h00).

Brasil

  • Os mercados internacionais parecem ter saído do modo “aversão ao risco”, após declarações favoráveis de Donald Trump a respeito de um possível acordo com a China e as indicações do governo chinês de que vai tomar medidas para evitar uma desaceleração;
  • Sem notícias relevantes por aqui, podemos aproveitar os ventos positivos vindos de fora para reverter a tendência de queda na Bolsa e manter a de apreciação do Real;
  • Na parte política, senadores querem aumentar os valores a serem repassados para Estados e municípios com o megaleilão do petróleo, previsto para 06 de novembro;
  • Há uma articulação para que a divisão do bônus de assinatura ocorra antes do pagamento da dívida do governo com a Petrobrás, com isso, o total de recursos destinados a governadores e prefeitos chegaria a quase R$ 32 bilhões, R$ 10 bilhões a mais do que prevê o governo e a proposta aprovada na Câmara;
  • O problema é que, se houver alterações no Senado, o texto teria que voltar para a Câmara, podendo não haver tempo para que a proposta seja aprovada antes do leilão;
  • O ministro da Economia, Paulo Guedes, sugeriu que, se for aprovada pelo Congresso a cobrança compulsória do Imposto por Valor Agregado (IVA) em todos os Estados e municípios, o Governo irá apoiar;
  • Caso isso não aconteça, o Executivo vai seguir com a criação de um IVA federal;
  • Paulo Guedes, também voltou a minimizar eventuais efeitos negativos de contágio de uma desaceleração global na economia brasileira, mesmo se os Estados Unidos entrarem em recessão;
  • Para ele, o efeito mais imediato, uma possível alta do dólar, seria uma “oportunidade” para o Brasil reduzir o nível de reservas cambiais, disse o ministro, ressaltando que fazia o comentário como “economista”, pois o uso das reservas é atribuição do Banco Central (BC);
  • Em seguida, Guedes procurou ressaltar que não estava interferindo na independência do BC. “Eu não tenho nada a ver com isso, estou racionando como economista. O problema é lá do BCB. Nosso BCB, antes de decretar a independência, já é independente”, disse o ministro;
  • A expectativa do Ministro é que o 2o semestre deste ano seja melhor para o Brasil do que foi o primeiro, segundo ele, os primeiros meses de 2019 foram difíceis, mas os investimentos acontecerão daqui para frente;
  • O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, afirmou ontem, que o banco está próximo de anunciar, oficialmente, o lançamento de linhas de crédito imobiliário pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) com custo indexado ao IPCA, em substituição à Taxa Referencial (TR) em contratos novos de financiamento;
  • O IPC-S da 2ª semana de agosto ficou em 0,26%, ligeiramente acima dos 0,29% esperados pelo mercado;
  • Não há nenhum outro indicador relevante a ser divulgado ao longo do dia.