Call de Economia

Internacional

  • Mercados internacionais retomam cautela nesta sexta-feira diante dos sinais de fraqueza da economia mundial, após dados decepcionantes da China e Europa;
  • Segundo o Escritório Nacional de Estatísticas da China, a produção industrial do país subiu 5,4% YoY em novembro, desacelerando ante crescimento de 5,9% YoY em outubro e abaixo da projeção dos economistas, de alta de 5,9% YoY;
  • Já as vendas no varejo chinês avançaram 8,1% YoY no mês passado, ante 8,6% YoY em outubro, contrariando a expectativa dos analistas, de aceleração para 8,8% YoY;
  • Além disso, os PMIs na Alemanha e zona do euro vieram abaixo do previsto, um dia após o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, alertar sobre os riscos econômicos da região;
  • O indicador composto preliminar da zona do euro caiu de 52,7 em novembro, para 51,3 em dezembro, atingindo o menor nível em 49 meses, e decepcionando a previsão do mercado, de alta para 52,8;
  • Nesse cenário de maior preocupação com a desaceleração da atividade global, as bolsas da Ásia fecharam em baixa generalizada, enquanto as principais bolsas europeias e os índices futuros de Nova Iorque operam em baixa;
  • Na Europa, ainda pesa nos negócios desta sexta-feira o entrave nas negociações do Brexit;
  • Um dia após vencer a moção de desconfiança, a primeira ministra, Theresa May, foi a Bruxelas renegociar com a União Europeia;
  • No entanto, as conversas de May com o bloco não foram tão positivas, e os líderes europeus disseram mais uma vez que não aceitam mexer no acordo de saída;
  • Este impasse pressiona o euro e a libra, que recuam nesta manhã;
  • O dólar tem alta frente a maioria das divisas e as moedas de países exportadores de commodities, como o rand e o dólar australiano, estão entre os destaques negativos;
  • Os juros dos treasuries e dos títulos dos principais países europeus recuam;
  • Os contratos futuros de petróleo operam em baixa;
  • Na agenda de indicadores dos Estados Unidos de hoje destaque para as vendas no varejo às 11:30hs o nível de utilização da capacidade instalada às 12:15hs e PMI às 12:45hs.

Brasil

  • Como por aqui, não temos nenhuma notícia relevante para compor com a pressão vinda de fora, a abertura deverá ser pautada pelo mau-humor externo;
  • A Comissão Mista de Orçamento (CMO) aprovou hoje a proposta orçamentária para 2019;
  • O texto ainda precisa passar pelo plenário do Congresso Nacional, mas parlamentares pressionam nos bastidores para deixar a votação para o ano que vem para conseguir mais emendas;
  • O líder do governo no Senado Federal, Romero Jucá (MDB), previu em mensagem pelo Twitter que o Orçamento de 2019 só será votado na próxima terça-feira pelo plenário;
  • O Projeto de Lei que estabelece uma nova relação entre o Banco Central e o Tesouro Nacional deve seguir para a sanção do presidente Michel Temer, depois que recurso analisado pelo plenário da Câmara foi retirado;
  • Na briga pela presidência da Câmara, o primeiro grande teste político do governo Bolsonaro, apoiadores da candidatura de Rodrigo Maia (DEM) iniciaram movimento para limpar o caminho e evitar que ele seja atropelado por seus oponentes;
  • O PRB, do adversário João Campos (GO), bateu martelo e não vai mais lançá-lo à disputa, optando por Maia. Da bancada evangélica, Campos estava entre os nomes que Bolsonaro sugeriu que poderia apoiar;
  • Aliados dizem que Maia costurou o apoio do PSDB, DEM, PP, MDB, PSD, PR, PDT, PSB, PCdoB, PRB, Solidariedade, PTB, PSC, PPS e PHS, o que poderia garantir 242 votos para o atual presidente da Casa;
  • A primeira pesquisa CNI/Ibope após a eleição mostrou que 75% dos entrevistado concordam com as decisões tomadas até agora pelo presidente eleito, contra 14% que avaliaram que Bolsonaro está no caminho errado e 11% que não souberam ou não quiseram responder à pesquisa;
  • A pesquisa também mostra que cerca de dois a cada três brasileiros (64%) têm expectativa de que o governo Bolsonaro será ótimo ou bom, contra outros 14% que acham que ele será ruim ou péssimo, 18% que avaliam que ele será regular e 4% que não souberam ou não quiseram responder;
  • A pesquisa foi realizada pelo Ibope entre os dia 29 de novembro e 2 de dezembro, ou seja, antes da revelação do relatório do Coaf sobre as movimentações na conta de um ex-assessor de Flávio Bolsonaro (PSL), um dos filhos do presidente eleito;
  • Indicado à secretaria da Previdência no governo Bolsonaro, Rogério Marinho afirmou ao Broadcast ontem que a ideia da nova equipe econômica é chegar a um desenho para a Reforma da Previdência antes do início do próximo mandato;
  • Segundo ele, o futuro governo tem hoje na mesa "várias possibilidades" e se debruça sobre qual será o melhor desenho para o projeto e a estratégia mais adequada para viabilizar a votação no Legislativo;
  • Marinho explicou que a intenção do Governo é enviar a proposta para a Previdência e aprová-la ainda no primeiro semestre de 2019, mas ponderou que isso vai depender do andamento no Congresso Nacional;
  • Já o futuro ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, disse, em entrevista à Globonews, que a Reforma da Previdência será a principal preocupação do governo Bolsonaro;
  • A equipe de transição do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou a escolha de dois novos diretores para o BCB;
  • O economista Bruno Serra Fernandes foi indicado para a Diretoria de Política Monetária e João Manoel Pinho de Mello, para a diretoria de Organização do Sistema Financeiro;
  • Mello acumula atualmente os cargos de Secretário de Promoção da Produtividade e Advocacia da Concorrência e de Política Monetária do Ministério da Fazenda;
  • Já Serra Fernandes é responsável pela mesa de renda fixa do banco Itaú Unibanco, substituindo Reinaldo Le Grazie que pediu exoneração por razões pessoais;
  • Ambos terão que ser sabatinados e ter suas indicações aprovadas pelo Senado Federal;
  • Enquanto o novo diretor não for sabatinado, a diretoria de Política Monetária será ocupada, temporariamente, pelo atual diretor de Política Econômica, Carlos Viana de Carvalho;
  • Já João Manoel irá para o lugar de Sidnei Corrêa Marques, deixará suas funções após oito anos, mas que permanecerá no cargo até que o Senado aprecie o nome de João Manoel Pinho de Mello para a diretoria;
  • O IGP-10 de dezembro apresentou deflação de 1,23%, ligeiramente abaixo da deflação de 1,19% esperada pelo mercado;
  • A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de outubro subiu 1,5% na comparação anual, abaixo dos 1,8% esperados pelo mercado;
  • Não há outros números econômicos para serem divulgados hoje.