Call de Economia

Internacional

  • Nos mercados internacionais, o dólar mantém tendência de alta diante da percepção de que a economia americana tem mais vigor do que o resto do mundo;
  • Lidera as perdas entre as moedas emergentes o won sul-coreano, após dados que mostraram a contração da economia do país asiático, uma referência global em tecnologia e comércio;
  • De acordo com o Banco da Coreia (BoK), o PIB do primeiro trimestre do país recuou 0,3% QoQ, contrariando a expectativa de alta de 0,3% QoQ e registrando o pior resultado desde os últimos três meses de 2008;
  • Seguindo o won, temos rublo e rand, que também registram fortes perdas frente ao dólar nesta manhã;
  • Entre as principais divisas, o destaque negativo fica por conta da coroa sueca, que cai mais de 1,5%, depois que o Riksbank anunciou que vai prolongar o plano de compra de títulos, além de indicar que manterá a taxa de juros negativa por um período mais prolongado;
  • Vale lembrar que ontem, os destaques negativos foram o dólar australiano, diante da expectativa de corte de juros no país, e o peso argentino, com riscos eleitorais diante da liderança de Cristina Kirchner em pesquisas;
  • O aumento do risco de uma desaceleração global, juntamente com as respostas mais acomodatícias dos bancos centrais geram certa cautela entre os investidores;
  • Diante dessa busca por proteção, o iene sobe nesta quinta-feira, mesmo diante da decisão do Banco do Japão (BOJ) de estender a promessa de manter as taxas de juros baixas e cortar previsão de crescimento do país;
  • O BoJ indicou que as diretrizes da sua política monetária devem permanecer constantes até pelo menos a primavera de 2020;
  • No mercado acionário os investidores continuam atentos aos balanços do primeiro trimestre;
  • As principais bolsas europeias recuam nesta manhã, com alguns resultados do setor financeiro da região abaixo do esperado e com o encerramento do diálogo para a fusão entre os dois maiores bancos alemães, Deutsche Bank e o Commerzbank;
  • Nos Estados Unidos, os índices futuros operam sem direção única, diante da expectativa por balanços da Amazon, Intel e Ford, além de dados da economia do país que serão conhecidos entre hoje e amanhã;
  • Os rendimentos dos treasuries têm leve alta e dos títulos europeus operam sem tendência definida;
  • Entre as commodities, cobre e níquel recuam, enquanto o petróleo tem alta moderada, à medida que o foco dos investidores volta para a recente decisão americana de endurecer as sanções contra o Irã;
  • Na agenda de indicadores dos Estados Unidos de hoje destaque para as encomendas de bens duráveis e os pedidos semanais de auxílio-desemprego às 09:00hs, além do índice de atividade industrial do Fed de Kansas City às 12:00hs.

Brasil

  • O dólar ganhando força no mercado externo aumenta a expectativa do rompimento da barreira dos R$ 4,00 da moeda americana por aqui;
  • Difícil achar um bom motivo interno para contrabalançar o mau humor externo;
  • Pode ser que a confirmação da instalação, hoje, da Comissão Especial para tratar da Reforma da Previdência ajude um pouco. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), anunciou ontem que a Comissão será instalada às 11:00hs;
  • Maia leu em plenário a convocação para a reunião e os nomes dos deputados indicados até agora pelos partidos;
  • Para instalar a comissão, Maia precisaria ter em mãos a indicação do presidente e de ao menos metade dos deputados que vão compor o colegiado;
  • A comissão será composta por 49 titulares e 49 suplentes, divididos de acordo com a proporcionalidade dos partidos da Câmara;
  • Entretanto, a instalação não inicia a contagem de até 40 sessões para que o projeto seja analisado. Para que isso aconteça, tem que ocorrer a primeira sessão com a votação do presidente da Comissão;
  • Segundo o líder da maioria na Casa, Aguinaldo Ribeiro (PP), isso só deverá acontecer no dia 7 de maio, já que na semana que vem a Câmara não deverá realizar sessões deliberativas por causa do feriado do Dia do Trabalho, em 1º de maio;
  • Considerando o prazo de 40 sessões, dificilmente teremos a votação da Reforma da Previdência, em 1º turno na Câmara antes de agosto;
  • Além da questão do prazo, o que também vai inquietar o mercado é a possibilidade de diluição da Reforma;
  • Segundo Ribeiro, o seu partido, o PP, defenderá a retirada do texto do benefício assistencial a idosos carentes (BPC) e das mudanças na aposentadoria rural;
  • Há também um movimento forte dos partidos do chamado Centrão para retirar os Estados e municípios da Reforma;
  • Os deputados reclamam que os governadores, que seriam beneficiados, criticam a reforma nas suas regiões em busca de apoio dos eleitores, deixando o ônus da aprovação para os congressistas;
  • Para contrapor esse movimento, o ministério da Economia divulgou ontem uma radiografia completa do ganho que cada governador poderá ter nas suas contas com a aprovação da proposta do jeito que foi enviada ao Congresso;
  • A economia global seria de R$ 350,66 bilhões para Estados e Distrito Federal nos próximos 10 anos com a Nova Previdência;
  • Deste total, R$ 299,02 bilhões correspondem ao que as unidades da federação deixarão de gastar com pagamentos de aposentadorias, pensões e demais benefícios dos servidores estaduais e outros R$ 51,64 bilhões com policiais militares e bombeiros;
  • O presidente Jair Bolsonaro agradeceu em um curto pronunciamento em cadeia nacional ontem o empenho da "maioria dos parlamentares" e o comprometimento de Maia para aprovar a Reforma da Previdência na CCJ da Casa;
  • O IPCA-15 de abril ficou em 0,72%, ante 0,54% em março, e expectativa de 0,67%. Com esse resultado, o acumulado 12 meses subiu para 4,71% de 4,18%;
  • Às 10:30hs, o BCB divulga a Nota para Imprensa do Setor Externo, com dados sobre o saldo de transações correntes e investimento estrangeiro direto (IED).